Não tenho dinheiro para investir

Os que se valem do argumento "não tenho dinheiro suficiente para administrar", por sua vez, estão olhando pelo lado errado do telescópio.
Entenda o porquê. Leia a matéria!

Passe Adiante

Excelente vídeo, revigorante.
Não deixe de conferir.

Devolver

Inclua no seu plano de independência financeira um plano solidário, uma participação maior na solidariedade, uma ajuda maior a quem precisa.
Leia a matéria.

É possível perder tudo com ações?

A variação da bolsa é algo que assusta alguns, a possibilidade de perder tudo assusta mais ainda. Será?
Leia a matéria.

Faça o seu dinheiro trabalhar para você!

Entenda porque os ricos não trabalham pelo dinheiro, eles fazem o dinheiro trabalhar para eles.
Leia a matéria.

Dia do Trabalho - Saia da Matrix

As pessoas têm medo de ficar sem dinheiro e em vez de enfrentar o medo, reagem emocionalmente em vez de pensar, não seja mais um, saia da matrix.
Leia a matéria.

Pague a si Primeiro

Alguém que paga todos os demais primeiro, frequentemente não lhe sobra nada.
Leia a matéria.

Mostrando postagens com marcador Poupança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poupança. Mostrar todas as postagens

Desafio das 52 semanas


Tive conhecimento esta semana, através de uma amiga querida, de uma forma diferente de poupar.
Trata-se do desafio de 52 semanas, a ideia é você poupar dinheiro toda semana, aumentando o valor gradativamente semana a semana.
Na primeira semana você guarda R$ 1,00, na segunda guarda R$ 2,00, e assim por diante. A ideia é aumentar sempre um real a cada semana, desta forma, como o ano tem 52 semanas, você chega ao final dele com uma valor poupado de R$ 1.378,00.

Segue tabela demonstrando os valores nas semanas:


O bacana é que esta é uma boa forma de "gerar o hábito" da poupança, uma vez que é semanal e não mensal como os demais planos. Além disso pode ser uma ótima forma de iniciar uma poupança e por começar com um valor baixo ajuda a combater a desculpite do não tenho dinheiro para investir.
Fica a dica!

Fim do Investidor Passivo


Com a alta da inflação e a queda dos juros que remuneram os investimentos está cada vez mais difícil buscar um bom rendimento na aplicação financeira tradicional.

Somado a taxa de administração que as corretoras e bancos cobram, mais o imposto de renda que algumas aplicações incidem, o risco é o dinheiro não render nem para cobrir a inflação.

Em janeiro por exemplo, a inflação foi de 0,86% (IPCA) e a caderneta pela nova regra rendeu 0,41%, ou seja menos da metade da inflação, isso significa que quem "investiu" na poupança em janeiro viu o seu dinheiro perder valor de compra.

Com certeza encerramos uma era, a era em que era possível ser um investidor passivo, deixar o dinheiro numa caderneta de poupança, CDB, ou num fundo de investimento qualquer e esperar os seus 12% ao ano, sem esforço nenhum, não existe mais.

Hoje precisamos ser mais ativos, saber escolher uma opção de renda fixa, avaliar os custos de taxa de administração, que podem corroer o investimento e precisamos definir o prazo do investimento, buscando incidir no menor imposto de renda possível. Ou então, partir para um investimento um pouco mais agressivo, baseado normalmente em renda variável, onde o risco é maior mas abre a possibilidade de um retorno melhor.

Não que as oportunidades não estejam mais por aí, mas cabe a nós sermos mais investigativos e ativos nas nossas escolhas de investimentos.

Poupança perde para inflação e tem pior rendimento em sete anos




Mais popular aplicação do país, a caderneta de poupança levou uma surra da inflação no mês passado. Levantamento da consultoria Economática mostra que o rendimento "real" da aplicação em novembro (descontada a variação do IPCA do período) foi o pior desde março de 2003.

O índice IPCA, que reflete o custo de vida para famílias com renda máxima de 40 salários mínimos, teve uma variação de 0,83% em novembro, a maior taxa mensal desde abril de 2005. Já a poupança, no mesmo mês, teve um rendimento nominal de 0,53%.

Considerando esse desempenho, portanto, o rendimento da poupança foi negativo em 0,29%. Desde 2003, que abrange um período de 95 meses, a poupança "perdeu" para o IPCA em 20 oportunidades, conforme a pesquisa da consultoria.

A pior taxa de retorno nesse período foi registrada em janeiro de 2003, quando o rendimento real dessa aplicação foi negativo em 1,23%. O melhor mês do período foi junho de 2003 com ganho de 1,07% sobre a inflação.

A consultoria cita como exemplo o casos de um depósito de R$ 1.000, feito ao final de outubro. No final do mês de novembro, o poupador teria R$ 1.005,35.

No mesmo período, no entanto, uma cesta básica que no final de outubro valia R$ 1.000, ao final de novembro valia R$ 1008,30. Nessa simulação, para comprar a mesma cesta no final de novembro, o poupador teria que desembolsar mais R$ 2,95, além dos R$ 1005,35 que acumulou na poupança.

Fonte: Folha

Não tenho dinheiro para investir



Os que se valem do argumento "não tenho dinheiro suficiente para administrar", por sua vez, estão olhando pelo lado errado do telescópio. Em lugar de dizerem "Quando eu possuir muito dinheiro, começarei a administrá-lo" devem dizer "Quando eu começar a administrar as minhas finanças, terei muito dinheiro".
Quem pretende passar a controlar o dinheiro assim que "sair do buraco" se comporta da mesma forma que o obeso que diz "Vou começar a fazer exercícios e dieta depois que perder 10kg". Isso é colocar o carro na frente dos bois e não leva a lugar nenhum. Primeiro, é necessário que a pessoa administre corretamente o dinheiro que possui para, depois, ter mais recursos financeiros para gerir.
Fonte: Os segredos da mente milionária
T. Harv Eker


Dizer "esse negócio de investir é pra quem tem dinheiro" é no mínimo uma contradição pois quem tem dinheiro hoje é porque investia justamente quando "não tinha". Esperar ter dinheiro de sobra para investir é enganar a si próprio, esperar ficar rico para investir (e tornar-se rico) é algo ilógico.
Hoje existem opções para investir com pouco dinheiro.

Onde Investir com pouco dinheiro?
Muito mais importante do que onde investir é o hábito de investir, é investir regularmente, dar uma sequencia periódica de investimentos. Tendo pouco dinheiro o ideal é investir fugindo das taxas que podem consumir parte deste investimento, para um valor abaixo de R$1000,00 sugiro a tradicional poupança, não tem taxa de administração e pode ser aplicado de pouco em pouco. Ou seja, comece com pouco mas comece!

O que fazer com o décimo terceiro salário?



Garantido pela constituição o 13º é uma gratificação natalina recebida todo o ano, é pago normalmente em duas parcelas, a primeira metade é paga até o final de novembro, a segunda metade até o dia 20 de dezembro.
Muita gente vai usar esta gratificação para quitar as dívidas, outros a destinam para gastos natalinos e de final de ano, mas sem planejamento o 13º pode acabar saindo pelo ar.

O caminho da maioria é realmente quitar as dívidas, seguido por compras de natal e em terceiro lugar por poupança. Sendo a opção quitar as dívidas o ideal é quitar as mais caras, como cheque especial e cartão de crédito por exemplo, por estar com dinheiro na mão pechinche o valor da dívida.

Esta é a oportunidade para começar um investimento, então antes que o dinheiro suma, destine pelo menos uma parte do 13º para esta finalidade, afinal é de grão em grão que a galinha enche o papo, e se você estava esperando ter um dinheirinho de sobra para começar a investir (desculpa mais comum) esta é a oportunidade. Quem sabe esteja faltando o passo inicial para que isso vire um hábito, e a partir daí você possa todo o mês destinar uma parte da renda para os seus investimentos.

Por fim, não deixe de reservar também um pouco do seu 13º salário para as alegrias da vida, afinal a vida precisar ser vivida e comemorada!

Dez razões pelas quais as pessoas se atolam em dívidas



Mesmo em tempos de crise, opções de crédito não faltam ao consumidor. Seja através do uso de cartão de crédito, limite do cheque especial ou das diversas linhas de antecipação de restituição de Imposto de Renda e décimo terceiro salário, muitos consumidores não resistem e acabam optando pelo financiamento de suas compras.

Neste contexto, não surpreende que um número crescente de pessoas acabe se atolando em dívidas. Abaixo tentamos identificar 10 razões que levam as pessoas a se endividarem.

§ Perda de renda sem ajuste nas despesas
Curiosamente, pode-se observar que, quando o poder aquisitivo das pessoas aumenta, elas rapidamente tendem a aumentar seu padrão de gastos, ajustando-se à nova realidade de salário. Infelizmente, a contrapartida nem sempre é verdadeira, de forma que, em geral, o consumidor não ajusta seus gastos com a mesma rapidez diante de uma retração na renda.

Acreditando que a situação seja temporária, muitas pessoas optam por equilibrar o orçamento através do levantamento de dívidas. Porém, muitas vezes o temporário se transforma em permanente, e abre-se a porta para uma situação de desequilíbrio financeiro.

§ De repente você está desempregado!
A perda do emprego pode ser vista como uma das causas para a redução de renda. O maior problema aqui é subestimar o tempo e os custos associados à recolocação profissional, que podem inclusive acabar elevando padrões de gastos temporariamente. Nesta hora é importante não se abalar emocionalmente e agir rápido. Por mais que cortar gastos seja a última coisa que passe pela sua mente, ela deve ser, na verdade, a primeira providência a tomar.

Não se esqueça que muitas empresas evitam contratar pessoas com nome sujo. A razão por trás disso é simples: a preocupação com o gerenciamento financeiro das suas contas acaba prejudicando o desempenho do profissional.

§ Despesas médicas podem acabar com sua saúde
Não são poucos os casos de pessoas que acabam sofrendo problemas de saúde, e por isso são forçadas a gastar com o tratamento, ou a se ausentar do trabalho. Por este motivo, sobretudo no caso de profissionais liberais e autônomos, vêem-se diante de dificuldades financeiras.

Nestas horas, levantar um financiamento pode ser a única alternativa para fazer o tratamento de saúde, ou para manter o pagamento das contas em dia, e assim evitar a inadimplência.

§ Divórcio: separação de bens, mas não de gastos
Mesmo que você não esteja casado, basta que se encontre em uma relação estável, para que possa ser atormentado pela realidade da divisão de bens, e até mesmo pagamento de pensão ao ex-cônjuge/companheiro.

De repente a pessoa passa de uma situação em que podia contar com a outra para dividir os gastos, para a realidade de não só ter que arcar com eles sozinha, mas ainda ter que partilhar parte de seu rendimento, ou patrimônio.

Isso sem falar, é claro, dos custos associados ao processo em si. Dependendo como se deu a separação, além de gastar com advogado, é possível que surja a necessidade de outros tratamentos, para possíveis traumas psicológicos, por exemplo.

§ Jogos e outros vícios
Ainda que o jogo seja ilegal no País, não há como negar sua existência. Infelizmente, muitas pessoas acabam viciadas, perdendo completamente o controle dos seus gastos.

Em alguns casos, o jogo é apenas uma entre outras formas de vícios, que vão desde o consumo compulsivo até a dependência química por drogas. Os efeitos ao orçamento não precisam ser comentados.

§ Gastando aquilo que não recebeu
Não são poucos os casos em que isso acontece. Englobam filhos que antecipam o recebimento de bens ainda em inventário, ou profissionais que adiantam o recebimento de férias, décimo terceiro, ou bonificação anual extra.

Em algumas situações, contudo, esses recursos acabam não sendo recebidos, ou ficam abaixo do previsto, fazendo com que seja preciso levantar dívidas para arcar com os gastos antecipados.

§ Incapacidade de administrar dinheiro
Poucas pessoas investem tempo na gestão do seu orçamento e sabem para onde vai o seu dinheiro. Assim, a maioria acaba gastando mais do que pode. Um erro bastante freqüente é incluir o limite do cartão de crédito e/ou cheque especial como parte integrante da renda.

Não se esqueça que, ao contrário do rendimento de salário, estes recursos implicam em juros, e devem ser usados com cautela. Coloque no papel seus gastos e receitas e adote uma postura mais responsável com relação às suas decisões de consumo. Evite consumir por impulso! Você vai se surpreender ao verificar como é gratificante ter suas finanças equilibradas.

§ Dificuldade de poupar
A forma mais simples de evitar o endividamento é efetivamente poupar e formar uma reserva para situações de emergência. Apesar disso, a maior parte das pessoas, independente de faixa de renda, encontra dificuldades em estabelecer uma estratégia de poupança. É exatamente esta reserva que permite que você não se endivide caso fique doente, perca o emprego ou venha a se separar.

Lembre-se que é mais fácil encontrar pessoas arrependidas de terem consumido por impulso do que reclamando de que deixaram de consumir para poupar. Não é preciso muito para começar: sempre é possível separar 5% do que você ganha para investimento, basta adiar por algum tempo outro gasto menos essencial. É como reeducação alimentar, depois de algum tempo você se acostuma com os novos hábitos de consumo e se sente orgulhoso por isso.

§ Quando falar sobre dinheiro é tabu
Este é um problema que aflige muitas famílias. É importante que tanto o casal, e eventualmente os filhos, participem, na medida do possível, do estabelecimento de metas e objetivos de poupança e investimento. Se todos se mantiverem informados, é mais fácil comunicar quando um dos membros adota um padrão de gastos que não está de acordo com o orçamento!

Nestes casos, a transparência é muito importante. Todos precisam ser honestos e objetivos, caso contrário, as chances de você se surpreender no final do mês com uma conta absurda de celular do seu filho, ou de cartão de crédito da sua filha, são enormes.

§ Analfabetismo financeiro
Esta forma de analfabetismo atinge até mesmo os países mais desenvolvidos, onde uma parcela significativa da população é incapaz de gerir suas contas. Independente do grau de instrução, muitas pessoas simplesmente não apreciam a importância do planejamento financeiro.

No Brasil, pode-se dizer que existe uma herança claramente negativa do período hiper-inflacionário. Isso porque, diante de uma inflação mensal que chegou a superar 50%, o planejamento financeiro de longo prazo se tornava impossível.

Se você faz parte deste grupo de pessoas, está na hora de investir na sua educação. Assim como em qualquer outra área de ensino, o planejamento financeiro exige treinamento. A boa vantagem é que já existe muito material publicado sobre o tema, que pode ajudá-lo rapidamente a se tornar proficiente neste assunto.

Fonte: InfoMoney

Poupar Para Quê?


Como encontrar motivação para investir e realizar todos os seus sonhos mantendo a disciplina para aplicar todo mês no longo prazo
Por Gustavo Cerbasi

Para quem quer colocar em prática um plano de investimentos de longo prazo, são necessários, além de dinheiro, três importantes ingredientes: boa informação, foco no longo prazo e disciplina para seguir um plano promissor para o futuro.
Coloco o dinheiro como um ingrediente de menor importância, pois longo prazo e boa informação viabilizam um plano de sucesso mesmo para quem tem pouco para investir.

Na prática, encontrar motivação é o mais relevante para manter a disciplina durante muito tempo até alcançar seus objetivos. Por mais que se trate de construção de riqueza, não é desprezível o conflito entre abrir mão do bem-estar de hoje para garantir o do futuro. Como a satisfação imediata repercute mais intensamente em nossas emoções, é preciso dar maior clareza aos benefícios futuros para conseguir desistir da riqueza imediata. O primeiro passo, portanto, é perseguir sonhos. Não números. Tende a conseguir maior motivação quem guarda dinheiro para a casa dos sonhos, o casamento, a faculdade dos filhos ou garantir uma determinada renda na aposentadoria. E não quem busca acumular dinheiro só pelo dinheiro.

É preciso também ter uma visão do plano de investimentos como um todo. Quanto poupar por mês? Durante quanto tempo? Qual objetivo a atingir? Como o crescimento dos investimentos é exponencial, o resultado só é perceptível próximo ao final do plano. Se o investidor não estiver consciente do esforço a realizar e dos resultados pífios a atingir nos primeiros anos, tenderá a desistir da sua estratégia após pouco tempo.

É comum me perguntarem qual o melhor investimento para começar um bom plano. Na prática, nenhum investimento será motivante no início, todos gerarão rendimentos nominais muito próximos, seja uma caderneta de poupança, seja um fundo de renda fixa ou de ações.

Planos de previdência privada são boa alternativa para garantir a disciplina. Você já define na contratação do produto a renda que deseja para o futuro e o próprio mecanismo do plano se encarrega de sacar mensalmente da sua conta o valor programado. Os planos empresariais costumam garantir a disciplina por meio de prazos de carência, em que o trabalhador gradativamente adquire direitos maiores sobre uma reserva formada pela empresa à medida que permanece empregado.

Os que se sentem confortáveis em selecionar seus próprios investimentos podem abrir mão das ainda elevadas taxas de carregamento da maioria dos planos de previdência e adotar o conveniente serviço de aplicações programadas, oferecido por muitos dos grandes bancos. Basta informar, através da internet ou do seu gerente, a quantia a sacar todos os meses.

Ao colocar em prática um plano pessoal, sugiro ainda ignorar o saldo total de seus investimentos. Ele não diz nada. O que vale para um projeto de independência financeira é o quanto você ganha com ele, o rendimento de suas aplicações depois de pagar impostos e descontar a inflação no mês. Ao manter aplicações regulares com disciplina, você perceberá que cada mês a mais significará um aumento em seus rendimentos. Significará também uma proximidade maior com o dia em que esses rendimentos serão suficientes para sustentar sua família. Prefira, sempre, referências que você possa acompanhar entre intervalos curtos de tempo. Assim, certamente, você realizará seus sonhos.

Fonte: Você S/A.

Poupança: Saiu a Definição do Governo



As aplicações na caderneta de poupança acima de R$ 50 mil serão tributadas com Imposto de Renda a partir de 2010. Será tributado apenas o que exceder tal valor, segundo o ministro Guido Mantega (Fazenda). Hoje, todas as aplicações na poupança estão isentas.

Assim, uma aplicação de R$ 70 mil pagará imposto sobre o rendimento mensal dessa diferença, nesse caso, R$ 20 mil.

O governo também vai reduzir tributos dos fundos de investimento para compensar a queda na taxa básica de juros, que afetou a rentabilidade dessas aplicações.
A mudança será feita por meio de uma medida provisória, no caso dos fundos. No caso da tributação da poupança, a mudança ainda precisa ser aprovada pelo Congresso.

De acordo com a equipe econômica, as aplicações acima de R$ 50 mil representam cerca de 1% das contas na caderneta de poupança.

A cobrança do IR será feita na fonte quando o valor do rendimento for superior a R$ 7.750, considerando a Selic atual (10,25% ao ano). Caso contrário, o IR só será pago na declaração do IR do ano seguinte.

Queda no juro
A tributação da caderneta só valerá para períodos em que a taxa de juros esteja abaixo de 10,50% ao ano e não 10,25%, como informado primeiramente por Mantega. A expectativa do mercado financeiro é que o Banco Central reduza a taxa para 9,5% já no início de junho.

O governo também informou que vai reduzir o IR de fundos de investimentos em 2009. Hoje, essa tributação varia de 22% a 15%, de acordo com o tempo de aplicação. Com isso, essas aplicações devem continuar mais atrativas que a poupança, e os bancos não serão obrigados a reduzir as taxas que cobram dos seus clientes.

O governo também vai criar um regime especial de tributação para as pessoas que têm como única fonte de renda a caderneta de poupança. Nesse caso, a tributação só vai afetar quem tem aplicações acima de R$ 850 mil, segundo o ministro.

Mudança era necessidade
De acordo com o governo, as mudanças têm como objetivo evitar uma migração de recursos dos fundos para a poupança. De acordo com o governo, isso poderia causar problemas na rolagem da dívida pública, cujos títulos servem de base para as aplicações dos fundos.

"Na medida em que comece a haver uma migração [para a poupança], haveria um problema especulativo e começaria a faltar recursos no mercado para empréstimos normais, vamos ter um aperto de crédito", disse o presidente do BC, Henrique Meirelles, que também participou do anúncio com Mantega.

Fonte: Folha

Opine! Deixe seu Comentário!

Poupança: Alteração pode sair quarta, mas depende de impasse sobre tributação



A assessoria do ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que as alterações na caderneta de poupança podem ser divulgadas na quarta-feira (13), após reunião do Conselho Político, mas depende do impasse que surgiu com a proposta de redução da tributação em fundos de investimento.

A proposta foi apresentada pelo coordenador das discussões sobre mudanças nas cadernetas, Bernard Appy, e pretende barrar uma possível migração de investidores dos fundos para a poupança, aplicação que se torna mais atrativa com a queda da taxa básica de juros, a Selic.

De acordo com a Agência Brasil, Appy afirmou que é "besteira" que existe um impasse provocado no governo pela proposta que ele apresentou.

Poupança x Fundos
Uma pesquisa realizada pelo professor e economista José Dutra Sobrinho mostrou que os cortes na Selic têm diminuído cada vez mais a diferença de rentabilidade entre poupança e fundos de renda fixa. Depois da última redução realizada pelo Copom (Comitê de Política Monetária), de 11,25% ao ano para 10,25% ao ano, apenas os fundos com taxa de administração abaixo de 1% se tornaram mais atrativos que as cadernetas."

Para taxas de administração superiores a 1%, já temos problemas para quem tem fundos", explicou o professor, que ainda disse que essa cobrança é calculada diariamente pelas administradoras dos fundos.

Fonte: InfoMoney

Fundos com Taxa de Administração Acima de 1% Perdem para a Poupança



SÃO PAULO - Os cortes promovidos na Selic têm diminuído cada vez mais a diferença de rentabilidade entre poupança e fundos de renda fixa. Depois da última redução realizada pelo Copom (Comitê de Política Monetária), de 11,25% ao ano para 10,25% ao ano, apenas os fundos com taxa de administração abaixo de 1% se tornaram mais atrativos que as cadernetas.

Os dados são de estudo realizado pelo professor e economista José Dutra Sobrinho. O cálculo levou em consideração as taxas de rendimento ao mês com média de 21 dias úteis. No caso dos fundos de investimento, foi considerada uma alíquota do Imposto de Renda na ordem de 20%.

Com a Selic a 10,25% ao ano, a rentabilidade da poupança fica a 0,5752%. Os fundos de renda fixa com taxa de administração de 0,5% rendem 0,6197%, enquanto aqueles com taxa de 1% rendem 0,5863%. Com taxa a 1,5%, o fundo perde para a poupança, já que fica a 0,5531%.

"Para taxas de administração superiores a 1%, já temos problemas para quem tem fundos", explicou o professor, que ainda disse que essa cobrança é calculada diariamente pelas administradoras dos fundos.

Acesso
O problema é que o investidor que tem acesso a taxas de administração de 1% ou 0,5% são aqueles que aplicam grandes quantias (R$ 100 mil ou R$ 200 mil), enquanto que os investidores com quantia baixa acabam sofrendo com as altas taxas.

Para se ter uma ideia, para a Selic ainda a 10,25% ao ano, o rendimento do fundo de renda fixa cai de 0,6197% para taxa de administração de 0,5% para 0,3892% para uma taxa de administração de 4%.

E a expectativa é de que esse cenário piore. Isso porque, para estimular a economia em tempos de crise, o que se espera é que o Copom continue a reduzir a Selic. A taxa a um patamar de 9,50% ao ano refletiria em uma poupança a 0,5564% ao mês. Então, somente os fundos com taxa de administração de até 0,5% compensariam. "Mas esses são somente para os clientes VIPs", afirmou Dutra.

A poupança rende 0,5% ao mês mais a TR (taxa referencial), sendo que esta última também varia com as oscilações da Selic.

Mudanças
É exatamente pelo fato de a poupança estar rendendo mais do que os fundos de renda fixa que o governo estuda realizar mudanças no cálculo das cadernetas.

A preocupação maior é que esses fundos de renda fixa estão atrelados a títulos públicos federais, então o que o governo está querendo é criar estímulos para que haja uma manutenção de investimentos em tais fundos.

Nesta segunda-feira (4), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que não há data para saírem as novas regras da poupança. Porém, ele explicou que os poupadores não precisam ficar preocupados com as modificações.

"Todos que estão na poupança continuarão tendo a mesma garantia, poderão colocar e retirar na hora que quiser e continuarão tendo rendimento. A poupança continuará sendo a aplicação mais garantida, mais sólida e vai continuar tendo um dos melhores rendimentos", afirmou, segundo a Agência Brasil.

Comportamento
Como para as próximas reuniões do Copom são esperados novos cortes na taxa básica de juro, o que colocará em xeque até mesmo a rentabilidade dos investimentos mais conservadores, inclusive a poupança, o investidor deve analisar melhor sua exposição ao risco, em busca de ganhos maiores.

De acordo com o gerente de Investimentos do Banco Real, Felipe Vaz, por causa das reduções que estão sendo feitas na Selic, já é possível analisar esse movimento de pessoas escolhendo aplicações com maior risco, como as multimercado e a renda variável.

Então, a dica que ele deixa para o poupador, neste momento, é tentar buscar mais rentabilidade, se tiver um prazo de mais de um ano. "A pessoa tem de rever sua carteira, dar uma olhada nos objetivos e analisar se tolera mais risco".
Fonte: Infomoney