Não tenho dinheiro para investir

Os que se valem do argumento "não tenho dinheiro suficiente para administrar", por sua vez, estão olhando pelo lado errado do telescópio.
Entenda o porquê. Leia a matéria!

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Guarde as suas economias



Hoje vamos falar em como guardar suas economias para quem não tem dinheiro "sobrando" para guardar. Vamos falar sobre guardar suas economias mas não dando dicas de como economizar mas sim focando na primeira parte da frase, no "guardar".

Muitas vezes percebemos que tivemos uma economia, por exemplo comprando algo com desconto, comprando algo mais barato, mas não nos atentamos onde vai parar este valor que foi economizado.
Falando estritamente com uma visão financeira, pensando como um extrato de banco (entradas e saídas), por exemplo: se eu fui no mercado, comprei um produto mais barato e com o valor desta economia comprei um segundo produto, no final das contas gastei o mesmo tanto não? sim, claro, comprei mais produtos, trouxe mais itens, mas falando a nível de extrato do banco o valor final da compra ficou igual.

E isso ocorre com uma certa frequência, se eu vou comprar uma peça de roupa e ganho um desconto, fico feliz com valor do desconto mas saindo da loja eu consumo este valor do desconto em outra compra, no final das contas o desembolso financeiro, a saída no extrato do banco foi igual a se eu não tivesse ganho o desconto.

Outra hipótese é simplesmente guardar o valor da economia junto com o restante do dinheiro, virando novamente um montante só e utilizá-lo para consumos diversos.

Então chegamos no ponto que queríamos chegar... e se nós guardássemos esta economia? ou seja não usássemos este valor para outro consumo? se por exemplo montássemos uma poupança apenas com estes valores economizados, "a conta poupança denominada economia".

Funcionaria assim:
Comprei, recebi xx valor de desconto na compra, já separo aquele valor e ele vai pra conta da poupança economia. Fui no mercado, comprei um produto mas ele estava em promoção e com isso gastei menos que normalmente gastaria, este valor vai para conta da poupança economia.

Esta pode ser uma boa forma de começar a guardar as suas economias, de começar a montar um valor a ser aplicado em investimentos. Para quem não tem dinheiro "sobrando" para guardar este pode ser um valor interessante para iniciar os seus depósitos, seria um dinheiro que você teria gasto de alguma forma e que acabou virando um depósito e início de uma economia.

Os melhores investimentos de 2016


Veja abaixo quais foram os melhores investimentos de 2016.
Detalhamos o percentual final e o percentual real, ou seja, descontando a inflação ocorrida em 2016.

O Ibovespa ficou no topo, seguido pela poupança e nas demais opções o rendimento foi negativo.

Os melhores investimentos de 2015


Veja abaixo quais foram os melhores investimentos de 2015.
Detalhamos o percentual final e o percentual real, ou seja, descontando a inflação ocorrida em 2015.

O dólar ficou no topo, seguido pelo ouro. Para as demais opções o rendimento real foi negativo.

Os melhores investimentos de 2014


Veja abaixo quais foram os melhores investimentos de 2014.
Detalhamos o percentual final e o percentual real, ou seja, descontando a inflação ocorrida em 2014.

O Ouro ficou no topo, seguido de perto pelo Dólar.

Os melhores investimentos de 2013


Veja abaixo quais foram os melhores investimentos de 2013.
Detalhamos o percentual final e o percentual real, ou seja, descontando a inflação ocorrida em 2013.

O dólar ficou sozinho no topo, tendo a poupança quase zerada logo abaixo. Para as demais opções o rendimento foi negativo.

Fim do Investidor Passivo


Com a alta da inflação e a queda dos juros que remuneram os investimentos está cada vez mais difícil buscar um bom rendimento na aplicação financeira tradicional.

Somado a taxa de administração que as corretoras e bancos cobram, mais o imposto de renda que algumas aplicações incidem, o risco é o dinheiro não render nem para cobrir a inflação.

Em janeiro por exemplo, a inflação foi de 0,86% (IPCA) e a caderneta pela nova regra rendeu 0,41%, ou seja menos da metade da inflação, isso significa que quem "investiu" na poupança em janeiro viu o seu dinheiro perder valor de compra.

Com certeza encerramos uma era, a era em que era possível ser um investidor passivo, deixar o dinheiro numa caderneta de poupança, CDB, ou num fundo de investimento qualquer e esperar os seus 12% ao ano, sem esforço nenhum, não existe mais.

Hoje precisamos ser mais ativos, saber escolher uma opção de renda fixa, avaliar os custos de taxa de administração, que podem corroer o investimento e precisamos definir o prazo do investimento, buscando incidir no menor imposto de renda possível. Ou então, partir para um investimento um pouco mais agressivo, baseado normalmente em renda variável, onde o risco é maior mas abre a possibilidade de um retorno melhor.

Não que as oportunidades não estejam mais por aí, mas cabe a nós sermos mais investigativos e ativos nas nossas escolhas de investimentos.

Os melhores investimentos de 2012


Veja abaixo quais foram os melhores investimentos de 2012.
Detalhamos o percentual final e o percentual real, ou seja, descontando a inflação ocorrida em 2012.

As duas melhores opções de investimentos de 2012 foram novamente o ouro e o dólar. A crise financeira é uma das responsáveis pela colocação das modalidades no topo do ranking de rentabilidade, visto que ambos são tidos como reservas de valor e considerados alternativas mais seguras para investimento em épocas de turbulências.

Poupança perde para inflação e tem pior rendimento em sete anos




Mais popular aplicação do país, a caderneta de poupança levou uma surra da inflação no mês passado. Levantamento da consultoria Economática mostra que o rendimento "real" da aplicação em novembro (descontada a variação do IPCA do período) foi o pior desde março de 2003.

O índice IPCA, que reflete o custo de vida para famílias com renda máxima de 40 salários mínimos, teve uma variação de 0,83% em novembro, a maior taxa mensal desde abril de 2005. Já a poupança, no mesmo mês, teve um rendimento nominal de 0,53%.

Considerando esse desempenho, portanto, o rendimento da poupança foi negativo em 0,29%. Desde 2003, que abrange um período de 95 meses, a poupança "perdeu" para o IPCA em 20 oportunidades, conforme a pesquisa da consultoria.

A pior taxa de retorno nesse período foi registrada em janeiro de 2003, quando o rendimento real dessa aplicação foi negativo em 1,23%. O melhor mês do período foi junho de 2003 com ganho de 1,07% sobre a inflação.

A consultoria cita como exemplo o casos de um depósito de R$ 1.000, feito ao final de outubro. No final do mês de novembro, o poupador teria R$ 1.005,35.

No mesmo período, no entanto, uma cesta básica que no final de outubro valia R$ 1.000, ao final de novembro valia R$ 1008,30. Nessa simulação, para comprar a mesma cesta no final de novembro, o poupador teria que desembolsar mais R$ 2,95, além dos R$ 1005,35 que acumulou na poupança.

Fonte: Folha

Não tenho dinheiro para investir



Os que se valem do argumento "não tenho dinheiro suficiente para administrar", por sua vez, estão olhando pelo lado errado do telescópio. Em lugar de dizerem "Quando eu possuir muito dinheiro, começarei a administrá-lo" devem dizer "Quando eu começar a administrar as minhas finanças, terei muito dinheiro".
Quem pretende passar a controlar o dinheiro assim que "sair do buraco" se comporta da mesma forma que o obeso que diz "Vou começar a fazer exercícios e dieta depois que perder 10kg". Isso é colocar o carro na frente dos bois e não leva a lugar nenhum. Primeiro, é necessário que a pessoa administre corretamente o dinheiro que possui para, depois, ter mais recursos financeiros para gerir.
Fonte: Os segredos da mente milionária
T. Harv Eker


Dizer "esse negócio de investir é pra quem tem dinheiro" é no mínimo uma contradição pois quem tem dinheiro hoje é porque investia justamente quando "não tinha". Esperar ter dinheiro de sobra para investir é enganar a si próprio, esperar ficar rico para investir (e tornar-se rico) é algo ilógico.
Hoje existem opções para investir com pouco dinheiro.

Onde Investir com pouco dinheiro?
Muito mais importante do que onde investir é o hábito de investir, é investir regularmente, dar uma sequencia periódica de investimentos. Tendo pouco dinheiro o ideal é investir fugindo das taxas que podem consumir parte deste investimento, para um valor abaixo de R$1000,00 sugiro a tradicional poupança, não tem taxa de administração e pode ser aplicado de pouco em pouco. Ou seja, comece com pouco mas comece!

O que fazer com o décimo terceiro salário?



Garantido pela constituição o 13º é uma gratificação natalina recebida todo o ano, é pago normalmente em duas parcelas, a primeira metade é paga até o final de novembro, a segunda metade até o dia 20 de dezembro.
Muita gente vai usar esta gratificação para quitar as dívidas, outros a destinam para gastos natalinos e de final de ano, mas sem planejamento o 13º pode acabar saindo pelo ar.

O caminho da maioria é realmente quitar as dívidas, seguido por compras de natal e em terceiro lugar por poupança. Sendo a opção quitar as dívidas o ideal é quitar as mais caras, como cheque especial e cartão de crédito por exemplo, por estar com dinheiro na mão pechinche o valor da dívida.

Esta é a oportunidade para começar um investimento, então antes que o dinheiro suma, destine pelo menos uma parte do 13º para esta finalidade, afinal é de grão em grão que a galinha enche o papo, e se você estava esperando ter um dinheirinho de sobra para começar a investir (desculpa mais comum) esta é a oportunidade. Quem sabe esteja faltando o passo inicial para que isso vire um hábito, e a partir daí você possa todo o mês destinar uma parte da renda para os seus investimentos.

Por fim, não deixe de reservar também um pouco do seu 13º salário para as alegrias da vida, afinal a vida precisar ser vivida e comemorada!

Fim do mês?



Todo fim do mês é a mesma coisa: conta no vermelho, aguardando o próximo pagamento, que já está todo comprometido, de acordo com a planilha de orçamento para o mês seguinte.

São serviços essenciais, alimentação, mensalidade da escola, transporte, a fatura do cartão de crédito etc etc etc.

Você já está cansado de saber que é necessário se planejar financeiramente para garantir uma reserva de emergência e para chegar ao fim do mês sem rombos no orçamento. Mas já tentou, por todos os lados, cortar gastos e agora não tem mais onde economizar. Será?

Avaliação orçamentária
Muitas vezes, gastos que antigamente não faziam diferença no final do mês, hoje se tornam verdadeiros vilões das suas finanças e você nem percebe que são supérfluos, já que os incorporou às suas despesas.

Que tal rever planilhas antigas e refazer algumas contas? Na hora de economizar, vale abrir mão de determinados hábitos, que hoje nem fazem mais tanta diferença no seu dia-a-dia, mas cujo corte será um grande alívio no final do mês.

Chega de desperdício
Quando se fala em desperdício, logo vem a imagem de um prato de comida sendo jogado fora ou aqueles alimentos guardados que perderam a validade.

No entanto, além desse tipo de desperdício, existem outros que, muitas vezes, a gente nem percebe. Sabe aquela revista que você assinou há uns cinco anos e que hoje chega e permanece fechada por um bom tempo? Pois é, ela representa um gasto que pode ser revisado. Na época de renovação da assinatura, tente um acordo com a editora por um preço melhor ou cancele a publicação até que suas finanças estejam resolvidas.

E aquela mensalidade do clube que você frequenta "de vez em nunca"? Claro que você é sócio desde adolescente e seus filhos gostavam muito de ir à piscina no fim de semana. Hoje, seus filhos não freqüentam mais o local e você nem sabe mais o que acontece lá dentro. A mensalidade é debitada todo mês da sua conta e você nem percebe. Que tal vender o título? Além de receber uma "graninha" com a venda, ainda vai economizar, mês a mês, com as mensalidades, que eram pagas à toa.

Endividamento
Outra forma de evitar o desperdício e o endividamento é controlar as compras por impulso. Sabe aquela esteira elétrica que você tanto queria e prometeu utilizá-la todas as noites depois do trabalho? Pois é... hoje ela está lá, no meio do quarto, servindo de cabide. Mas as prestações que você fez, em dez vezes, continuam caindo, pontualmente, no dia 20 de cada mês.

Que tal pensar mais antes de fazer esse tipo de dívida? De acordo com o presidente da Abef (Associação Brasileira de Educação Financeira), Edmílson Loureiro de Lira, em entrevista à revista Fundos de Pensão, "o melhor a fazer é poupar para comprar à vista".

Além de a pessoa pensar mais antes de gastar uma grande quantia de uma só vez, ela se livra das prestações infinitas e, em caso de arrependimento ou necessidade, é possível até vender o produto, que já está totalmente pago.

Fonte: InfoMoney

Dez razões pelas quais as pessoas se atolam em dívidas



Mesmo em tempos de crise, opções de crédito não faltam ao consumidor. Seja através do uso de cartão de crédito, limite do cheque especial ou das diversas linhas de antecipação de restituição de Imposto de Renda e décimo terceiro salário, muitos consumidores não resistem e acabam optando pelo financiamento de suas compras.

Neste contexto, não surpreende que um número crescente de pessoas acabe se atolando em dívidas. Abaixo tentamos identificar 10 razões que levam as pessoas a se endividarem.

§ Perda de renda sem ajuste nas despesas
Curiosamente, pode-se observar que, quando o poder aquisitivo das pessoas aumenta, elas rapidamente tendem a aumentar seu padrão de gastos, ajustando-se à nova realidade de salário. Infelizmente, a contrapartida nem sempre é verdadeira, de forma que, em geral, o consumidor não ajusta seus gastos com a mesma rapidez diante de uma retração na renda.

Acreditando que a situação seja temporária, muitas pessoas optam por equilibrar o orçamento através do levantamento de dívidas. Porém, muitas vezes o temporário se transforma em permanente, e abre-se a porta para uma situação de desequilíbrio financeiro.

§ De repente você está desempregado!
A perda do emprego pode ser vista como uma das causas para a redução de renda. O maior problema aqui é subestimar o tempo e os custos associados à recolocação profissional, que podem inclusive acabar elevando padrões de gastos temporariamente. Nesta hora é importante não se abalar emocionalmente e agir rápido. Por mais que cortar gastos seja a última coisa que passe pela sua mente, ela deve ser, na verdade, a primeira providência a tomar.

Não se esqueça que muitas empresas evitam contratar pessoas com nome sujo. A razão por trás disso é simples: a preocupação com o gerenciamento financeiro das suas contas acaba prejudicando o desempenho do profissional.

§ Despesas médicas podem acabar com sua saúde
Não são poucos os casos de pessoas que acabam sofrendo problemas de saúde, e por isso são forçadas a gastar com o tratamento, ou a se ausentar do trabalho. Por este motivo, sobretudo no caso de profissionais liberais e autônomos, vêem-se diante de dificuldades financeiras.

Nestas horas, levantar um financiamento pode ser a única alternativa para fazer o tratamento de saúde, ou para manter o pagamento das contas em dia, e assim evitar a inadimplência.

§ Divórcio: separação de bens, mas não de gastos
Mesmo que você não esteja casado, basta que se encontre em uma relação estável, para que possa ser atormentado pela realidade da divisão de bens, e até mesmo pagamento de pensão ao ex-cônjuge/companheiro.

De repente a pessoa passa de uma situação em que podia contar com a outra para dividir os gastos, para a realidade de não só ter que arcar com eles sozinha, mas ainda ter que partilhar parte de seu rendimento, ou patrimônio.

Isso sem falar, é claro, dos custos associados ao processo em si. Dependendo como se deu a separação, além de gastar com advogado, é possível que surja a necessidade de outros tratamentos, para possíveis traumas psicológicos, por exemplo.

§ Jogos e outros vícios
Ainda que o jogo seja ilegal no País, não há como negar sua existência. Infelizmente, muitas pessoas acabam viciadas, perdendo completamente o controle dos seus gastos.

Em alguns casos, o jogo é apenas uma entre outras formas de vícios, que vão desde o consumo compulsivo até a dependência química por drogas. Os efeitos ao orçamento não precisam ser comentados.

§ Gastando aquilo que não recebeu
Não são poucos os casos em que isso acontece. Englobam filhos que antecipam o recebimento de bens ainda em inventário, ou profissionais que adiantam o recebimento de férias, décimo terceiro, ou bonificação anual extra.

Em algumas situações, contudo, esses recursos acabam não sendo recebidos, ou ficam abaixo do previsto, fazendo com que seja preciso levantar dívidas para arcar com os gastos antecipados.

§ Incapacidade de administrar dinheiro
Poucas pessoas investem tempo na gestão do seu orçamento e sabem para onde vai o seu dinheiro. Assim, a maioria acaba gastando mais do que pode. Um erro bastante freqüente é incluir o limite do cartão de crédito e/ou cheque especial como parte integrante da renda.

Não se esqueça que, ao contrário do rendimento de salário, estes recursos implicam em juros, e devem ser usados com cautela. Coloque no papel seus gastos e receitas e adote uma postura mais responsável com relação às suas decisões de consumo. Evite consumir por impulso! Você vai se surpreender ao verificar como é gratificante ter suas finanças equilibradas.

§ Dificuldade de poupar
A forma mais simples de evitar o endividamento é efetivamente poupar e formar uma reserva para situações de emergência. Apesar disso, a maior parte das pessoas, independente de faixa de renda, encontra dificuldades em estabelecer uma estratégia de poupança. É exatamente esta reserva que permite que você não se endivide caso fique doente, perca o emprego ou venha a se separar.

Lembre-se que é mais fácil encontrar pessoas arrependidas de terem consumido por impulso do que reclamando de que deixaram de consumir para poupar. Não é preciso muito para começar: sempre é possível separar 5% do que você ganha para investimento, basta adiar por algum tempo outro gasto menos essencial. É como reeducação alimentar, depois de algum tempo você se acostuma com os novos hábitos de consumo e se sente orgulhoso por isso.

§ Quando falar sobre dinheiro é tabu
Este é um problema que aflige muitas famílias. É importante que tanto o casal, e eventualmente os filhos, participem, na medida do possível, do estabelecimento de metas e objetivos de poupança e investimento. Se todos se mantiverem informados, é mais fácil comunicar quando um dos membros adota um padrão de gastos que não está de acordo com o orçamento!

Nestes casos, a transparência é muito importante. Todos precisam ser honestos e objetivos, caso contrário, as chances de você se surpreender no final do mês com uma conta absurda de celular do seu filho, ou de cartão de crédito da sua filha, são enormes.

§ Analfabetismo financeiro
Esta forma de analfabetismo atinge até mesmo os países mais desenvolvidos, onde uma parcela significativa da população é incapaz de gerir suas contas. Independente do grau de instrução, muitas pessoas simplesmente não apreciam a importância do planejamento financeiro.

No Brasil, pode-se dizer que existe uma herança claramente negativa do período hiper-inflacionário. Isso porque, diante de uma inflação mensal que chegou a superar 50%, o planejamento financeiro de longo prazo se tornava impossível.

Se você faz parte deste grupo de pessoas, está na hora de investir na sua educação. Assim como em qualquer outra área de ensino, o planejamento financeiro exige treinamento. A boa vantagem é que já existe muito material publicado sobre o tema, que pode ajudá-lo rapidamente a se tornar proficiente neste assunto.

Fonte: InfoMoney

Chega de Impostos!



Duzentos e sessenta veículos da capital paulista foram abastecidos nesta segunda-feira, 25, com o litro de gasolina 40% mais barato que o preço médio de mercado. A redução, equivalente à porcentagem de impostos cobrados sobre o combustível, fez parte da campanha Dia da Liberdade de Impostos, que ofereceu em postos de gasolina credenciados - em São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte - a gasolina por R$ 1,4624, enquanto o preço médio chega a R$ 2,399. De acordo com um dos organizadores da campanha, o advogado Ricardo Salles, as 260 senhas distribuídas em São Paulo para o abastecimento com gasolina sem Cide, PIS, Cofins e ICMS acabaram em 40 minutos.

Na capital paulista, o posto credenciado foi o Centro Automotivo Portal das Perdizes (bandeira Ipiranga), na Avenida Sumaré. Cada motorista teve direito a uma cota máxima de 25 litros até as 16h, quando a campanha terminou. A diferença no preço do combustível foi financiada pelas entidades organizadoras do protesto. "Ao todo, disponibilizamos 6 mil litros", afirmou Salles.

A campanha foi organizada pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil (batizado em homenagem ao economista grande defensor da liberdade econômica) e por ONGs de defesa da cidadania. A escolha do dia 25 de maio foi simbólica. "A data foi escolhida para lembrar o dia exato em que o brasileiro encerra o período do ano em que só trabalha para pagar tributos", explica Salles. Segundo seus cálculos, o brasileiro tem de trabalhar 145 dias (de 1.º de janeiro a 25 de maio) apenas para pagar tributos governamentais. "A ideia foi permitir que a população perceba o quanto os gastos governamentais pesam no bolso. A sobrecarga tributária impede o crescimento econômico e quem sofre mais são as pessoas com menor renda."

Sobre o preço da gasolina incidem Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), tributos federais que correspondem a 13% do valor final do produto. O consumidor paga ainda ao governo estadual o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), igual a 32% do preço.

Em outros Estados, as filas também se repetiram. Em Belo Horizonte, o primeiro motorista chegou à 1h da madrugada ao posto de gasolina credenciado. No Rio Grande do Sul, os dois postos que ofereceram gasolina sem impostos abasteceram cerca de 400 veículos. No Rio de Janeiro, a fila congestionou o trânsito na rua em que o posto credenciado distribuía senhas.

Impostômetro

Também em protesto contra a carga tributária brasileira, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) chamou a atenção nesta segunda para o Impostômetro, placar que indica no centro de São Paulo quanto o cidadão pagou de impostos desde o início do ano. O medidor chegou às 15h16 à marca de R$ 400 bilhões de impostos federais, estaduais e municipais. No ano passado, o placar passou da marca de R$ 1 trilhão em tributos.

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Fonte: Estadão

Brasileiro passará quase metade da vida pagando impostos



Através do artigo Feliz Ano Novo mostramos que o nosso ano começou agora em maio. Hoje apresentamos quanto tempo da vida utilizaremos para pagar os impostos.

O Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), divulgou pesquisa apontando que o patrão é um perdulário. De acordo com o instituto, o Governo Lula, no primeiro trimestre deste ano, gastou R$ 3,2 bilhões a mais em custeio da máquina pública que no mesmo período do ano passado. Seria um crescimento de 23,5% em despesas como luz, telefone, gasolina, material de escritório, cafezinho, passagens aéreas, etc.
O aumento de investimentos públicos (este sim um gasto sadio) ficou em apenas R$ 783,7 bilhões.
Em termos percentuais, o governo usa 1% do PIB para investimentos e o dobro (1,99% do PIB) em custeio.

“Não há dúvida de que o governo é gastador”, diz Mansueto Almeida, economista do Ipea responsável pelo estudo.

O IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) diz que cada brasileiro nascido em 2008 está condenado a passar quase metade da vida trabalhando para pagar impostos. E faz um histórico interessante sobre a relação expectativa de vida/carga tributária:

Em 1900, a expectativa de vida era de 33,4 anos e a expectativa de pagamentos de tributos era de 3,92 anos. Em 2008, a expectativa de vida do brasileiro subiu para 72,3 anos. Desse período de vida, ele trabalhará 29,3 anos apenas para pagar impostos.

Veja o que diz o IBPT sobre a evolução recente da carga tributária:

“Em 2003, do seu rendimento bruto, o contribuinte brasileiro teve que destinar em média 36,98% para pagar a tributação sobre os rendimentos, consumo, patrimônio e outros. Em 2004 comprometeu 37,81%, em 2005 destinou 38,35%, em 2006 destinou 39,72%, em 2007 comprometeu 40,01% e em 2008, 40,51% do seu rendimento bruto se destinará para o pagamento de tributos. Assim, no ano em curso, dos 12 meses do ano, o cidadão tem que trabalhar 4 meses e 27 dias somente para pagar toda esta carga tributária.”

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Poupança: Saiu a Definição do Governo



As aplicações na caderneta de poupança acima de R$ 50 mil serão tributadas com Imposto de Renda a partir de 2010. Será tributado apenas o que exceder tal valor, segundo o ministro Guido Mantega (Fazenda). Hoje, todas as aplicações na poupança estão isentas.

Assim, uma aplicação de R$ 70 mil pagará imposto sobre o rendimento mensal dessa diferença, nesse caso, R$ 20 mil.

O governo também vai reduzir tributos dos fundos de investimento para compensar a queda na taxa básica de juros, que afetou a rentabilidade dessas aplicações.
A mudança será feita por meio de uma medida provisória, no caso dos fundos. No caso da tributação da poupança, a mudança ainda precisa ser aprovada pelo Congresso.

De acordo com a equipe econômica, as aplicações acima de R$ 50 mil representam cerca de 1% das contas na caderneta de poupança.

A cobrança do IR será feita na fonte quando o valor do rendimento for superior a R$ 7.750, considerando a Selic atual (10,25% ao ano). Caso contrário, o IR só será pago na declaração do IR do ano seguinte.

Queda no juro
A tributação da caderneta só valerá para períodos em que a taxa de juros esteja abaixo de 10,50% ao ano e não 10,25%, como informado primeiramente por Mantega. A expectativa do mercado financeiro é que o Banco Central reduza a taxa para 9,5% já no início de junho.

O governo também informou que vai reduzir o IR de fundos de investimentos em 2009. Hoje, essa tributação varia de 22% a 15%, de acordo com o tempo de aplicação. Com isso, essas aplicações devem continuar mais atrativas que a poupança, e os bancos não serão obrigados a reduzir as taxas que cobram dos seus clientes.

O governo também vai criar um regime especial de tributação para as pessoas que têm como única fonte de renda a caderneta de poupança. Nesse caso, a tributação só vai afetar quem tem aplicações acima de R$ 850 mil, segundo o ministro.

Mudança era necessidade
De acordo com o governo, as mudanças têm como objetivo evitar uma migração de recursos dos fundos para a poupança. De acordo com o governo, isso poderia causar problemas na rolagem da dívida pública, cujos títulos servem de base para as aplicações dos fundos.

"Na medida em que comece a haver uma migração [para a poupança], haveria um problema especulativo e começaria a faltar recursos no mercado para empréstimos normais, vamos ter um aperto de crédito", disse o presidente do BC, Henrique Meirelles, que também participou do anúncio com Mantega.

Fonte: Folha

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Faça o seu Dinheiro Trabalhar Para Você



Através do artigo Dia do Trabalho – Saia da Matrix, paramos para pensar sobre o trabalho e o dinheiro, e sentimentos como ambição e medo.
Hoje apresentamos a primeira lição do livro Pai Rico Pai Pobre, escrito por Robert Kiyosaki, esta lição é reforçada no livro Independência Financeira.

Lição 1: Os ricos não trabalham pelo dinheiro.
Eles usam o cérebro. Aprenderam a estar sempre pensando, a observar e descobrir o que podem fazer com as "oportunidades" para ganhar muito.

É o medo que faz a maioria das pessoas trabalhar num emprego. O medo de não pagar as contas. O medo de ser mandado embora. O medo de não ter dinheiro suficiente. O medo de começar de novo. Esse é o preço de aprender uma profissão ou habilidade e então trabalhar pelo dinheiro. A maioria das pessoas se torna escrava do dinheiro.
Se existe o medo de não ter dinheiro suficiente, em vez de sair correndo para procurar um emprego a fim de ganhar algum, as pessoas deveriam se perguntar: "Um emprego seria, no longo prazo, a melhor solução para esse medo?" Na verdade, Não. Um emprego é na verdade uma solução de curto prazo para um problema de longo prazo.
Você tem que aprender a dominar o poder do dinheiro. Aprender a não ter medo do dinheiro. Se não aprender isso se tornará escravo do dinheiro. Se não cuidar do medo e do desejo e não ficar rico, será apenas em escravo bem pago.
A causa principal da pobreza e das dificuldades financeiras está no medo e na ignorância, não na economia, no governo ou nos ricos.

É o medo e a ignorância que instalamos em nós mesmos que mantém as pessoas presas na armadilha. Um carro novo, uma lancha, uma casa grande para impressionar os amigos são medos e desejos que empurram para fora da porta, fazendo com que caiam na armadilha.
Viver uma vida determinada pelo montante de seu contracheque não é realmente viver.
Pensar que um emprego o fará se sentir seguro é mentir para si mesmo.
É cruel e é a armadilha que deve ser evitada, se possível. Não deixem o dinheiro dominar sua vida. É a ignorância sobre o dinheiro que causa tanta ambição e tanto medo.

Escolha o que pensar em vez de reagir às emoções O pensamento o levaria a dedicar tempo, fazendo a si mesmo as perguntas:
- "Trabalhar com mais afinco seria a melhor solução para esse problema?", e
- "O que eu estou perdendo aqui?"
Essas perguntas interrompem o pensamento emocional e leva a pensar com clareza.

"Os pobres e a classe média trabalham pelo dinheiro.
Os ricos fazem o dinheiro trabalhar para eles."


Os ricos sabem que o dinheiro é uma ilusão. É uma ficção.
Procure esquecer o mais cedo possível que precisa de um contracheque, pois tornará mais fácil a sua vida adulta. Use o cérebro, trabalhe de graça e logo sua mente lhe mostrará formas de ganhar muito mais dinheiro do que podem lhe pagar. Verá o que outras pessoas nunca percebem: oportunidades que estão à frente de seu nariz, que a maioria não enxerga, pois está atrás de dinheiro e segurança e é o que recebem. Ao vislumbrar uma oportunidade, a reconhecerá pelo resto de sua vida.
Identificada uma oportunidade, qualquer que seja ela, force sua imaginação identificando uma forma de ganhar dinheiro.

Algumas formas de fazer o seu dinheiro trabalhar para você:
- Negocio próprio, de preferência negócios que não exigem sua presença. O negócio rende dinheiro para você, mesmo que não esteja fisicamente presente.
- Imóveis que gerem renda.
- Ações
- Títulos Públicos
- Fundos de Renda Fixa
- CDB

Mulheres em Ação



Em 2002, quando lançou a campanha de popularização do mercado de capitais “BM&FBovespa Vai Até Você”, a Bolsa percebeu o interesse feminino pelo mercado de ações, e então resolveu entender melhor quem é a mulher da atualidade. Assim, realizou uma pesquisa em seis capitais brasileiras e descobriu uma mulher empreendedora, preocupada com o futuro, e com uma característica peculiar que fortalece sua ligação com os nossos mercados: o longo prazo.

Diante do interesse do público feminino por esta opção de investimento, em 2003 a Bolsa criou o Mulheres em Ação, e hoje ele é um dos programas permanentes de popularização dos mercados da BM&FBovespa. O programa já promoveu centenas de apresentações pelo Brasil, marcando presença inclusive no exterior com palestras na Suíça e Argentina.

Objetivo
Além estabelecer um canal entre as mulheres e os mercados da Bolsa, um dos desafios é divulgar a cultura do "poupar" diante do apelo do consumo que estimula o "gastar mais do que se ganha". Diante desta realidade, o portal desenvolve também um trabalho de Educação Financeira, no intuito de dar orientações para este público de como planejar o orçamento doméstico, organizar suas finanças e se livrar das dívidas.

Por meio do portal, dos cursos que promove ou dos eventos em que está presente, o Mulheres em Ação busca informar que o investimento em bolsa, por sua natureza de longo prazo, é justamente aquele que viabiliza a concretização de grandes objetivos - seja a compra de um imóvel, uma especialização importante para a carreira, o estudo dos filhos, uma aposentadoria confortável, ou mesmo, uma reserva para eventuais emergências. Além disso, mostra que o investimento em ações contribui para a expansão das empresas de capital aberto e para o fortalecimento da economia brasileira.

Portal
O portal do programa Mulheres em Ação traz novas seções: Investimento e Futuro , Orçamento Pessoal ; Consumo e Comportamento , em que as investidoras poderão sempre encontrar informações atualizadas sobre esses temas, além de ferramentas (planilha de controle orçamentário e calculadora de gestão de finanças pessoais), vídeos educativos, apresentados pela atriz Cissa Guimarães, e um espaço para fóruns. Com foco na educação, dá acesso para inscrição em cursos, participação no simulado de investimento em ações FolhaInvest , Guia Online do Mercado e um dicionário de finanças. Os vídeos educativos podem ser assistidos também no site móvel da BM&FBovespa para iPhone.

Participação das Mulheres no Mercado
Desde o início do programa de popularização da Bolsa, em 2002, o número de investidoras em ações registrou crescimento de 730%, passando de 15.030 para 124.589, em fevereiro deste ano. Atualmente, elas representam 23,32% do total de investidores pessoas físicas. A maior parte, 31.779, tem faixa etária de 26 e 35 anos. A segunda maior fatia está entre 36 e 45 anos, com 26.860 investidoras. Entre 46 e 55 anos, o total chega a 25.788 mulheres.

Para conhecer o portal acesse http://www.bmfbovespa.com.br/mulheres/home.asp

Livro: Casais Inteligentes Enriquecem Juntos


Compre pelo Submarino

Por Gustavo Cerbasi.

Um dos maiores detonadores de brigas entre o casal são as dificuldades financeiras. Faltou dinheiro para pagar as contas? A culpa recai sobre o parceiro esbanjador, que não quer nem saber se havia saldo no banco na hora de fazer alguma compra. Sobrou dinheiro no fim do mês? Em vez de comemorar, o casal pode arranjar mais um motivo de discussão sobre como investir ou gastar aquela quantia.

Para Gustavo Cerbasi, a causa desses desentendimentos é a falta de conversa em família sobre dinheiro. Em geral o casal só fala sobre o assunto quando a bomba já estourou. E, como não discute a questão a dois, a maioria não faz um orçamento, não guarda dinheiro para atingir suas metas (ou, pior ainda, cada um tem seu objetivo, que o outro não conhece), não tem planos para a manutenção de seu padrão de vida no futuro, toma decisões de compra sem refletir, investe mal o dinheiro que eles suaram tanto para ganhar...

Tem jeito? Sim, é possível mudar esse quadro se houver vontade e compromisso do casal, seja qual for seu orçamento. Com sugestões para casais em qualquer fase do relacionamento, dos namorados aos casais com filhos adultos, Casais inteligentes enriquecem juntos mostra diferentes estratégias para formar uma parceria inteligente, ao longo da vida, na administração das finanças da família. Ele traz também testes que avaliam a capacidade do casal em construir riqueza.

E com isso vai até sobrar dinheiro para dar uma incrementada no relacionamento!

Feliz Ano Novo! (Sim estamos em Maio e não em Janeiro)



Lembra das promessas feitas na virada do ano? Neste novo ano eu irei parar de fumar, neste novo ano eliminarei minhas dividas, começarei a fazer academia, pois então seja bem vindo a 2009. O ano começa agora em maio, sim em maio, não em janeiro.

Vou explicar, de acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o contribuinte trabalha, em média, 148 dias por ano apenas para pagar impostos. Ou seja, dos 12 meses do ano, o cidadão tem que trabalhar quatro meses e 27 dias para pagar os tributos exigidos pelos governos federal, estadual e municipal.

Com isso volto a dizer o ano começou agora, os 5 meses anteriores serviram para pagar os impostos e a partir de agora você realmente está trabalhando para você.

Calma, nem tudo são flores. No resto do ano, tudo que entra na conta é gasto com os mesmos serviços essenciais a que todo brasileiro deveria ter acesso - como saúde, educação e segurança - na rede particular. Quem pode paga, mas a maioria tem mesmo que enfrentar um tormento diário. Na saúde, então, os gastos são surpreendentes.

Dados do IBGE mostram que o contribuinte de classe média gasta mais com saúde do que o governo. Em 2005, foram R$ 103 bilhões com consultas, exames e remédios. O setor público investiu R$ 66 bilhões em hospitais e atendimento.

"Após pagar todos os tributos, essa classe média tem que trabalhar para comprar serviços privados em substituição aos serviços públicos: segurança privada, educação privada, previdência privada, saúde privada. Isso também consome uma parcela significativa da renda da classe média", explica Gilberto Amaral, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

Com tudo isso só me resta dizer "Feliz Ano Novo!"

Fundos com Taxa de Administração Acima de 1% Perdem para a Poupança



SÃO PAULO - Os cortes promovidos na Selic têm diminuído cada vez mais a diferença de rentabilidade entre poupança e fundos de renda fixa. Depois da última redução realizada pelo Copom (Comitê de Política Monetária), de 11,25% ao ano para 10,25% ao ano, apenas os fundos com taxa de administração abaixo de 1% se tornaram mais atrativos que as cadernetas.

Os dados são de estudo realizado pelo professor e economista José Dutra Sobrinho. O cálculo levou em consideração as taxas de rendimento ao mês com média de 21 dias úteis. No caso dos fundos de investimento, foi considerada uma alíquota do Imposto de Renda na ordem de 20%.

Com a Selic a 10,25% ao ano, a rentabilidade da poupança fica a 0,5752%. Os fundos de renda fixa com taxa de administração de 0,5% rendem 0,6197%, enquanto aqueles com taxa de 1% rendem 0,5863%. Com taxa a 1,5%, o fundo perde para a poupança, já que fica a 0,5531%.

"Para taxas de administração superiores a 1%, já temos problemas para quem tem fundos", explicou o professor, que ainda disse que essa cobrança é calculada diariamente pelas administradoras dos fundos.

Acesso
O problema é que o investidor que tem acesso a taxas de administração de 1% ou 0,5% são aqueles que aplicam grandes quantias (R$ 100 mil ou R$ 200 mil), enquanto que os investidores com quantia baixa acabam sofrendo com as altas taxas.

Para se ter uma ideia, para a Selic ainda a 10,25% ao ano, o rendimento do fundo de renda fixa cai de 0,6197% para taxa de administração de 0,5% para 0,3892% para uma taxa de administração de 4%.

E a expectativa é de que esse cenário piore. Isso porque, para estimular a economia em tempos de crise, o que se espera é que o Copom continue a reduzir a Selic. A taxa a um patamar de 9,50% ao ano refletiria em uma poupança a 0,5564% ao mês. Então, somente os fundos com taxa de administração de até 0,5% compensariam. "Mas esses são somente para os clientes VIPs", afirmou Dutra.

A poupança rende 0,5% ao mês mais a TR (taxa referencial), sendo que esta última também varia com as oscilações da Selic.

Mudanças
É exatamente pelo fato de a poupança estar rendendo mais do que os fundos de renda fixa que o governo estuda realizar mudanças no cálculo das cadernetas.

A preocupação maior é que esses fundos de renda fixa estão atrelados a títulos públicos federais, então o que o governo está querendo é criar estímulos para que haja uma manutenção de investimentos em tais fundos.

Nesta segunda-feira (4), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que não há data para saírem as novas regras da poupança. Porém, ele explicou que os poupadores não precisam ficar preocupados com as modificações.

"Todos que estão na poupança continuarão tendo a mesma garantia, poderão colocar e retirar na hora que quiser e continuarão tendo rendimento. A poupança continuará sendo a aplicação mais garantida, mais sólida e vai continuar tendo um dos melhores rendimentos", afirmou, segundo a Agência Brasil.

Comportamento
Como para as próximas reuniões do Copom são esperados novos cortes na taxa básica de juro, o que colocará em xeque até mesmo a rentabilidade dos investimentos mais conservadores, inclusive a poupança, o investidor deve analisar melhor sua exposição ao risco, em busca de ganhos maiores.

De acordo com o gerente de Investimentos do Banco Real, Felipe Vaz, por causa das reduções que estão sendo feitas na Selic, já é possível analisar esse movimento de pessoas escolhendo aplicações com maior risco, como as multimercado e a renda variável.

Então, a dica que ele deixa para o poupador, neste momento, é tentar buscar mais rentabilidade, se tiver um prazo de mais de um ano. "A pessoa tem de rever sua carteira, dar uma olhada nos objetivos e analisar se tolera mais risco".
Fonte: Infomoney